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Data Center: por que dados são essenciais para o futuro do seu negócio?

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A transformação digital ampliou significativamente a dependência das empresas por conectividade, processamento de dados e integração entre sistemas. 

Aplicações em nuvem, plataformas digitais, Inteligência Artificial, streaming, automação e serviços online fazem parte da rotina de organizações de diferentes setores e aumentam diariamente a demanda sobre a infraestrutura de telecomunicações. 

Só o tráfego global de dados deve superar 780 exabytes por mês até 2026, segundo o Cisco Annual Internet Report, um volume equivalente a 780 bilhões de gigabytes, ou mais de 97 anos de vídeo em alta definição transmitido sem parar. Um número que evidencia, de forma concreta, a pressão crescente sobre as redes e os ambientes de processamento.

A infraestrutura como ativo estratégico

Essa nova realidade ganha ainda mais relevância à medida que o volume de tráfego cresce em ritmo acelerado. O aumento do consumo digital, aliado à expansão de aplicações mais sensíveis à latência e disponibilidade, exige redes mais robustas, previsíveis e preparadas para ambientes de alta demanda. 

Durante anos, empresas que precisavam armazenar e processar grandes volumes de dados eram responsáveis por construir e operar sua própria infraestrutura. Enquanto grandes organizações conseguiam investir em ambientes robustos e resilientes, mas negócios menores frequentemente dependiam de estruturas mais simples, sujeitas a falhas e interrupções.

Com a evolução da Transformação Digital, surgiu um mercado especializado de data centers compartilhados, capaz de oferecer altos níveis de disponibilidade, segurança e eficiência operacional. Isso permitiu ampliar o acesso à infraestrutura em todo mundo, sem a necessidade de grandes investimentos próprios.

Como consequência, o volume de dados trafegando entre aplicações, usuários e centros de processamento cresceu exponencialmente. Nesse contexto, backbone, interconexão e capacidade de transporte passam a ter um papel estratégico para empresas que dependem da continuidade de suas operações digitais. 

Todo esse consumo digital se traduz em um volume crescente de dados que precisam ser armazenados e processados. É essa demanda por infraestrutura que explica por que o mercado brasileiro de data centers, avaliado em aproximadamente USD 10,8 bilhões em 2025, deve quase triplicar e atingir USD 28,4 bilhões até 2035, segundo dados da DC Market Insights.

Em paralelo, o setor observa a evolução da forma como a infraestrutura é distribuída. Durante muitos anos, quando uma empresa precisava reduzir latência em uma filial ou região específica, a saída era construir um data center próprio, uma solução que, na maioria das vezes, não entregava a resiliência e a robustez dos grandes centros de processamento.

Com a evolução das aplicações de baixa latência, que hoje fazem parte do núcleo do negócio, esse modelo mostrou seus limites. Então, surgiu a necessidade de instalações menores, posicionadas mais perto de onde os dados são gerados e consumidos, capazes de complementar o ecossistema dos grandes data centers e reduzir a latência das aplicações. É assim que nasce o mercado de edge data centers, avaliado em USD 16,1 bilhões em 2025 e com projeção de alcançar USD 88,9 bilhões até 2034, segundo a Fortune Business Insights.

Essa descentralização representa um salto expressivo. Ao democratizar a infraestrutura robusta e distribuir o processamento pelo território, ela redefine a forma como o conteúdo e os dados chegam até os usuários. Tanto que a Gartner estima que, até o final desta década, 75% dos dados empresariais serão criados e processados na borda das redes.

Da concentração à distribuição: o papel dos edge data centers

Os edge data centers permitem posicionar a capacidade de processamento mais próxima de onde os dados são gerados e consumidos. Isso reduz a latência, melhora o desempenho de aplicações críticas e torna a infraestrutura digital mais eficiente.

Essa lógica segue o mesmo princípio que impulsionou a computação em Nuvem. Durante anos, empresas precisaram investir em estruturas próprias de processamento e armazenamento, arcando sozinhas com altos custos de implantação e manutenção. A chegada de provedores como a AWS transformou esse cenário ao permitir o compartilhamento de uma infraestrutura robusta entre milhares de organizações, tornando a tecnologia mais acessível e eficiente.

Os Edge DCs representam a evolução desse modelo. Além de compartilhar recursos, aproximam o processamento dos usuários e das aplicações, oferecendo mais desempenho e menor custo quando comparados a ambientes dedicados. Para os provedores regionais, isso cria a oportunidade de ampliar sua atuação, agregando serviços de infraestrutura, conectividade e processamento de dados ao mercado corporativo local.

A expansão do 5G e da Internet das Coisas (IoT) reforça essa tendência. Segundo o Ericsson Mobility Report, as conexões globais de IoT devem crescer de 18,8 bilhões em 2024 para 43 bilhões até 2030, gerando um volume de dados que exige processamento cada vez mais distribuído e próximo da origem.

É nesse contexto que a Eletronet desempenha um papel estratégico. Com mais de 20 anos de atuação, a empresa opera uma rede backbone de 18 mil km de fibra óptica distribuída por 18 estados brasileiros, conectando provedores, empresas e data centers com alta disponibilidade.

Seu diferencial está na utilização de cabos ópticos OPGW instalados sobre torres de transmissão de energia, uma solução que garante estabilidade, baixo índice de falhas e elevada confiabilidade operacional.

Assim como a nuvem democratizou o acesso à computação, os edge data centers estão ampliando o acesso à infraestrutura digital de alta performance. E, para que essa transformação aconteça de forma eficiente, redes robustas e neutras tornam-se fundamentais para conectar empresas à próxima geração da economia digital.

A Eletronet inova para ir além

Para acompanhar o crescimento da demanda, a Eletronet anunciou um ciclo de investimentos de R$ 157 milhões voltado à expansão da sua rede óptica e à ampliação de sua presença em edge data centers. O projeto prevê a construção de 8 mil quilômetros adicionais de fibra óptica e mais 85 novas instalações de borda, habilitar 255 locais para edge data centers em 23 estados ao final de 2026, incluindo Pará, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre e Rondônia, onde a infraestrutura de conectividade ainda é escassa.

Além disso, o BNDES aprovou recentemente um financiamento de R$ 50 milhões via Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) para suportar a aquisição de equipamentos e cabos de fibra óptica produzidos no Brasil, reforçando a dimensão estratégica do projeto.

Mas a expansão da Eletronet vai além da própria rede. Com o Slice DC, a empresa oferece aos provedores uma forma ainda mais ágil e escalável de ampliar sua presença nos principais data centers do Brasil, hospedando equipamentos em pontos estratégicos a partir de 1U em rack, com suporte técnico local via Remote Hands sempre que necessário. A proposta é crescer de forma inteligente, contratando apenas o espaço necessário, sem abrir mão da performance e da proximidade com os clientes finais.

Interconexão: a qualidade que vai além da capacidade

A qualidade da infraestrutura já não depende apenas da capacidade instalada, mas também da eficiência das rotas, da estabilidade operacional e da capacidade de integrar diferentes ecossistemas de conectividade. 

Para os provedores regionais que operam como revendedores de serviços, esse acesso qualificado à infraestrutura é o que viabiliza ofertas competitivas em mercados que, até pouco tempo, eram difíceis de alcançar.

A Eletronet atua como hub neutro nesse ecossistema, conectando ISPs, operadoras, provedores de conteúdo e plataformas OTT, como demonstrado pela parceria de peering com grandes provedores globais e pela redução de 50% na latência registrada por clientes regionais após a integração à sua rede.

A infraestrutura, nesse sentido, deixa de ser apenas uma camada técnica e passa a ocupar uma posição central na estratégia de crescimento das organizações. 

Redes resilientes, ambientes interconectados e soluções como o 

 DC são o que permite que provedores de qualquer porte prosperem em um mercado cada vez mais distribuído, conectado e orientado por dados. 

Com uma malha que logo conectará mais de mil novas cidades no interior do Brasil, a Eletronet posiciona-se como protagonista dessa nova geografia da conectividade.

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